Os cupins não representam uma ameaça à saúde humana, mas podem colocar a saúde financeira em risco ao danificarem telhados e estruturas de madeira.

O problema fica ainda pior com o começo da primavera e os dias mais quentes, quando os insetos se proliferam. Nessa época, é comum ver “siriris” ou “aleluias” voando ao redor de lâmpadas. São machos em busca de novas colônias.

“Cupins são problema em qualquer cidade”, afirma João Justi, biólogo do Instituto Biológico do Estado de São Paulo. Na capital paulista, as espécies mais comuns são a Coptotermes gestroi, chamada de cupim subterrâneo, e a Cryptotermes brevis, conhecida como cupim de madeira seca.

Justi explica que a infestação desses insetos em árvores e edificações é grave por causa da natureza dos cupins: eles se escondem da luz, ficando sempre ocultos. Quando o dano se torna perceptível, é porque já atingiu um nível alarmante.

Os cupins não fazem distinção entre construções novas ou antigas. “Casas com um ou dois anos têm a mesma chance de serem infestadas do que as mais velhas”, conta Justi.

Algo que facilita a aproximação desses insetos é o costume de se enterrar restos de madeira e papel durante a construção de uma edificação. “Esse material pode servir de alimento para cupins, o que facilita a infestação do prédio”, alerta o biólogo.

COMO SE PROTEGER

“Uma dica bacana é sempre usar madeira tratada e optar pelos tipos mais resistentes”, conta a designer de interiores Natália Meyer, que também recomenda a instalação de telas nas janelas.

Outra orientação é vistoriar o ambiente em busca de sinais da presença desses insetos, como: acúmulo de fezes, que são grânulos brancos ou escuros, pequenos túneis construídos em locais úmidos e longe da luz e danos em partes escondidas do mobiliário ou da estrutura das construções, como armários embutidos e telhado.

Se os sinais apontarem para infestação de cupins, o Instituto Biológico realiza a identificação da espécie (serviço que custa R$ 45), elabora laudos de infestação e indica o tratamento necessário, a ser feito por empresas especializadas. O valor do laudo de infestação depende do tamanho da área vistoriada.

As amostras de insetos devem ser encaminhadas para o Laboratório de Triagem Vegetal da instituição, na av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, Vila Mariana.

Fonte: Folha de São Paulo