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15 maio 2017

Mosquito da dengue e pernilongo: aprenda a diferenciá-los

Muitas vezes estamos tranquilos dentro de casa e então começamos a notar alguns pernilongos voando pelo local, ou até mesmo pousando na gente.

Nesse momento lembramos de todas as notícias relacionadas a dengue e ao aedes aegypti e aí começa a preocupação.

Será que é dengue? Tem dengue em casa? Será que já foi picado e vou entrar para as estatísticas?

A preocupação é comum e vem se tornado cada vez mais comum nos lares brasileiros. Principalmente nos estados onde a ocorrência da doença já está há níveis alarmantes de quase epidemia.

Na maioria das vezes estamos apenas nos preocupando sem necessidade, algumas vezes estamos certos.

Devido à gravidade da dengue é que é preciso entender a diferença entre o pernilongo comum e o mosquito da dengue.

Existem uma série de fatores que ajudam na hora de diferenciar as duas espécies do mesmo inseto.

Aprenda a diferenciar o mosquito da dengue do pernilongo comum.

As diferenças entre o mosquito da dengue e o pernilongo

A primeira diferença está na determinação científica dos dois. O pernilongo comum é chamado de Culex quinquefasciatus, já o mosquito da dengue é o famoso Aedes Aegypti.

Mas isso não interessa tanto para quem quer descobrir a diferença entre eles. O importante é o que podemos ver a olho nu e o que podemos notar.

Bom, as principais diferenças entre eles são:

O tamanho

A primeira diferença distinta entre os dois está no tamanho de cada um.

O Culex mede de 3 a 4 milímetros. O Aedes pode medir de 5 a 7 milímetros. Ou seja, quase o dobro do tamanho.

Claro que não há como medir um mosquito com uma régua, ainda mais por serem difíceis de capturar. Mas apenas de bater o olho já dá para notar se o mosquito tem um tamanho normal, ou se ele é um grandalhão.

A cor

Além do tamanho bem diferente entre os dois, outro detalhe básico é a cor dos mosquitos.

O Culex possui uma cor marrom bem clássica desses insetos. Nada que chame muito a atenção. É até difícil ver ele contra a pele, dependendo do tom.

Já o Aedes Aegypti possui o corpo preto com fachas brancas. Parece com uma camisa de presidiário. Ele é bem distinto e fácil de ser reconhecido.

O horário de alimentação

O pernilongo comum, como todo mundo já está acostumado, é um inseto noturno. Ele começa a procurar por alimento depois das 18 horas.

Quando mosquitos estão incomodando durante a noite é 100% de chance de ser um Culex comum.

Em contrapartida o Aedes só tem atividade durante o dia, geralmente das 9h às 13h. Quase que um horário de almoço. Ataques nesse horário são preocupantes.

O barulho que fazem durante o voo

Sabe aquele barulhinho bem chato que o mosquito faz? Bem parecido com um “bzzzzz”. Esse barulho é característico apenas do pernilongo.

O Aedes Aegypti não possui som algum, ele é silencioso. Esse é um dos fatores preocupantes do mosquito da dengue, ninguém ouve ele chegando.

Velocidade de voo

O Culex é menor e consequentemente mais fraco do que o seu primo perigoso. Isso também se aplica as asas das duas espécies.

Os pernilongos comuns voam bem mais lentos do que os Aedes. Eles são lentos o suficiente para serem esmagados ou mortos por raquetes elétricas.

O Aedes, por sua vez, é muito rápido e ágil. Dificilmente é possível matar um mosquito da dengue com uma raquete elétrica ou com uma chinelada.

Local de picada

O local da picada também possuí uma diferença muito grande.

A diferença entre a picada do mosquito comum e o da dengue está nas marcas deixadas pelos dois.

O Culex deixa marcas por onde ele passa. Pele irritada, coceira e vermelhidão são os principais sintomas da picada causada pelo Culex.

Infelizmente o mosquito da dengue também é silencioso com a sua picada. Ele não deixa sinais, marcas, dor ou coceira. Ele pica, suga seu sangue e vai embora e nem é possível de sentir a sua ação.

Juntando isso com o seu voo silencioso, o mosquito da dengue é um perigo quase imperceptível.

Como se prevenir contra os mosquitos

Tanto o Culex quanto o Aedes botam seus ovos no mesmo lugar. Em água parada. A diferença é que o Aedes prefere água limpa e tem os ovos muito mais resistentes.

Para evitar problemas com qualquer espécie de mosquito, a dica é bem simples. Prevenção.

Confira algumas dicas que podem ajudar a prevenir o aparecimento desses insetos:

  • Mantenha a caixa d’água sempre com a tampa adequada;
  • Evite o entupimento de calhas através da limpeza e manutenção periódica;
  • Não deixe água a da chuva acumular na laje;
  • Lave com escova e sabão todos os containers de água;
  • Encha o pratinho dos vasos das plantas com área;
  • Troque a água dos animais todos os dias e lave os potes uma vez por semana;
  • Não deixe nenhum objeto que possa acumular água em local aberto.

Seguindo essas dicas simples você não irá precisar se preocupar nem com o mosquito da dengue e nem com o chato do pernilongo.

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15 fev 2017

Larva de Aedes aegypti pode ser morta com pastilha

Inseticida biológico não faz mal a plantas e foi aprovado pela Anvisa

Combate ao mosquito Aedes Aegypti

Uma pastilha solúvel em água e que não faz mal a plantas promete matar larvas do Aedes aegypti e está disponível, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O Dengue Tech é o nome comercial de um inseticida biológico desenvolvido a partir de uma pesquisa feita na Fiocruz, no Rio, e posteriormente formatada para uso inclusive doméstico pela startup BR3 com apoio do Cietec-USP (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia).

Ele é formulado a partir de um microrganismo de ocorrência natural, conhecido como BTI (Bacillus thuringiensis). Segundo Rodrigo Perez, 50 anos, diretor-geral da BR3, o bacilo age no sistema digestivo da larva do Aedes, vetor de doenças como dengue, zika e febre chikungunya.

Se colocado  em um ponto em que frequentemente acumula água, como um prato de planta, um ralo, atrás de uma geladeira, um vaso sanitário sem uso ou mesmo a base de uma bromélia, o BTI elimina as larvas por 60 dias. E, como é um microrganismo presente na natureza, ele não é prejudicial à planta.

A Anvisa liberou o uso da pastilha para venda livre, mas ela não pode ser usada em caixas d’água ou potes de água de animais domésticos.

mosquisto

Atualmente, a produção é feita dentro do Cietec-USP, com capacidade de fabricar 2 milhões de doses por ano – cada pastilha tem 50 mg, suficientes para tratar até 50 litros de água.

Mas a BR3 pretende, com apoio da Investe SP, agência de promoção de investimentos ligada ao governo do Estado de São Paulo, instalar uma fábrica em Taubaté (140 km de SP), que deve começar a produzir a partir do final do próximo ano. “Avaliamos que poderemos até exportar esse produto”, disse Perez.

Fonte: band.com.br

20 fev 2016

Você pode ter zika sem saber: só 1 em cada 5 pessoas manifesta sintomas

A confirmação de que o vírus zika está relacionado com a microcefalia (má-formação do cérebro) em bebês e pode aumentar as chances de doenças neurológicas em adultos vem causando preocupação na população. O UOL consultou os infectologistas Ana Freitas Ribeiro, do Hospital Emílio Ribas, Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Artur Timerman, e a Fiocruz para responder as principais dúvidas sobre o assunto.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya, e tem também sintomas parecidos com o da dengue, mas intensidades diferentes. No entanto, apenas 20% dos infectados apresentam os sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já confirmou ao menos 404 casos de microcefalia em 9 Estados este ano, além de investigar outros 3.670 casos suspeitos.

Não há dados exatos do total de casos de zika no país, já que a doença não apresenta sintomas na maioria dos casos. Mas estima-se que ao menos 500 mil pessoas foram infectadas com o vírus no país em 2015.

“Apesar de ser transmitido pelo Aedes aegypti e ter reações parecidas com o vírus da dengue, o zika vírus é diferente na sua estrutura biológica e por isso é possível que haja comportamento diferente no organismo para que cause a má-formação”, afirma Arruda.

Diagnóstico

Ainda não há kits de diagnóstico para o zika no sistema público. A Anvisa liberou noinício de fevereiro o registro de dois testes de laboratório que possibilitam a detecção dos vírus da dengue, chikungunya e zika com apenas um exame, e um terceiro que pode verificar a presença do vírus em amostras biológicas em estudo.

O governo brasileiro pretende distribuir esses testes para 29 laboratórios credenciados a partir do final de fevereiro, conforme informou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Por enquanto, o diagnóstico é feito normalmente pelos sintomas (clínico). O método, no entanto, é impreciso visto que dengue, zika e chikungunya têm sintomas muito parecidos. Para confirmar, é possível realizar o exame que identifica o material genético do vírus no sangue dos pacientes. Contudo, esse exame é caro, demorado e restrito, pois só é capaz de detectar o vírus até o 5° dia de sintomas.

Saiba mais sobre zika e microcefalia 

Fonte: UOL
20 fev 2016

Pernilongo também pode transmitir doenças? Entenda o risco

Talvez você só dê bola para os mosquitos quando eles atrapalham o seu sono. Mas agora que o Aedes aegypt virou o grande vilão da transmissão de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya, fica a dúvida: os pernilongos também são um problema sério?

O mosquito da espécie Culex quinquefasciatus, conhecido como pernilongo ou muriçoca, é bem mais comum nas cidades brasileiras que o Aedes, embora não seja um vetor de doenças tão poderoso.

O Aedes chama a atenção pela capacidade de adaptar-se e resistir às adversidades, o que o faz viver mais que a média dos mosquitos e carregar os vírus na saliva por mais tempo. Ao contrário do pernilongo, o ‘mosquito da dengue’ tem hábitos de alimentação flexíveis e pode picar de noite ou de dia.

Mas apesar de não carregar tantas doenças, o Culex transmite, por exemplo, febre do Nilo Ocidental, febre de Mayaro e encefalite de Saint Louis.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também investiga se ele é capaz de passar os vírus da zika, da dengue e da chikungunya. “Ninguém nunca testou”, disse a pesquisadora Constância Ayres, que coordena o estudo. Ela lembra que a primeira epidemia da zika aconteceu na Micronésia, que não é habitat do Aedes aegypti, o que sugere que outras espécies atuaram como vetor da doença.

Atualmente, o que se sabe de concreto é que o pernilongo transmite doenças sérias, com potencial de epidemia, mas sem a atual abrangência da dengue ou da zika. Segundo o professor Francisco Chiaravalloti Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), o maior perigo do Culex é a transmissão da febre amarela, mas para esta doença já existe vacina.

As outras dependem da circulação das pessoas contaminadas. “Não é o mosquito que faz o vírus se movimentar, mas o homem – seja pelo trabalho ou pelas rotas de êxodo pelo país”, ressalta Adriano Mondini, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Entenda os riscos e onde os vírus estão

Silva Junior/FSP
Silva Junior/FSP

Febre de Mayaro

É uma doença que causa febre, cefaleia e edema nas articulações –sintomas semelhantes aos da febre chikungunya. O vírus Mayaro, que também pode ser transmitido pelo Aedes, é considerado endêmico (recorrente) no Norte e Centro-Oeste, especialmente na região Amazônica. Há registro recente em Pantanal (MS), Sinop e Cuiabá (MT). Houve surtos em 1955, na área de Belém (PA), e entre 2014 e 2015, em nove Estados, especialmente Goiás, Pará e Tocantins.
AFP
AFP

Febre do Nilo Ocidental

A infecção, que já matou mais de 2.000 pessoas nos EUA nos anos recentes, acomete humanos e animais. Os sintomas vão desde febre e dores nas articulações a quadros graves de encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite (inflamação das membranas do cérebro), mas só se manifestam em 20% das pessoas. Apenas 1% dos casos é grave. No Brasil, só houve um caso: um trabalhador rural no Piauí, em 2014. A doença, porém, existe em todos os continentes. Nos EUA, foram registrados mais de 36 mil casos até 2012, 16 mil deles, graves.
Vincent Robert/IRD/AFP
Vincent Robert/IRD/AFP

Encefalite de Saint Louis

Em 2006, foi registrado um surto da doença em São José do Rio Preto (SP). Também já houve casos na região Amazônica e em São Paulo. Em geral, a encefalite não causa nenhum sintoma, sendo muitas vezes confundida com resfriado ou dengue, o que atrapalha a notificação. No entanto, pode matar ou deixar sequelas como disfunção motora residual e/ou psicológica. Os sintomas também podem evoluir para meningite e complicações no sistema nervoso central.
Divulgação
Divulgação

Elefantíase

A fêmea do Culex é vetor da Wuchereria bancrofti, verme (helminto) causador da elefantíase, doença que já chegou a atingir, de forma endêmica, cidades das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas que atualmente está praticamente erradicada.
Fonte: UOL
29 dez 2015

Vacina contra dengue é aprovada pela Anvisa e deve ser vendida em 3 meses

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira vacina contra a dengue no país. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28), é o passo inicial para a comercialização do produto no Brasil.

A vacina da multinacional francesa Sanofi Pasteur já recebeu o aval de agências reguladoras no México e nas Filipinas. Aqui, a expectativa é que ela esteja disponível para o mercado privado no prazo de três meses. Com três doses, a vacina é destinada ao público entre 9 e 45 anos de idade e tem taxa de proteção de 66% para pessoas dessa faixa etária.

A eficácia foi considerada baixa pelo presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa especialistas ainda têm ressalvas quanto ao prazo das doses, aplicadas a cada seis meses. A vacina contra a febre amarela, por exemplo, tem eficácia de mais de 90%. A vacina contra o vírus HPV, por sua vez, tem eficácia estimada em 98,8% contra o câncer do colo de útero. Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur, destaca que a vacina contra dengue tem eficácia de 93% em casos graves e diminui em até 80% os casos de internação.

Mais informações: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1723589-vacina-contra-dengue-e-aprovada-pela-anvisa.shtml

10 dez 2015

Zika é transmitido pelo leite? Há vacina contra o vírus?

A confirmação de que o vírus zika pode causar microcefalia (má-formação do cérebro) em bebês e a possível relação com doenças neurológicas em adultos vem causando preocupação na população. O UOL consultou os infectologistas Ana Freitas Ribeiro, do Hospital Emílio Ribas, e Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, que responderam as principais dúvidas sobre o assunto.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya, e tem também sintomas parecidos com o da dengue, mas intensidades diferentes. Porém, depois de comprovada a ligação do zika com a microcefalia, concluiu-se a necessidade de se estudar mais o vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou ao menos 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 13 Estados e no Distrito Federal este ano, número dez vezes maior do que a média de notificações anuais no Brasil.

Não há dados exatos do total de casos de zika no país, já que a doença não apresenta sintomas na maioria dos casos. Mas estima-se que ao menos 500 mil pessoas foram infectadas com o vírus no país somente em 2015.

“Apesar de ser transmitido pelo Aedes aegypti e ter reações parecidas com o vírus da dengue, o zika vírus é diferente na sua estrutura biológica e por isso é possível que haja comportamento diferente no organismo para que cause a má-formação”, afirma Arruda.

Diagnóstico
Ainda não há kits de diagnóstico para o zika no sistema público. O Instituto Adolfo Lutz está desenvolvendo o teste que, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, estará pronto nas “próximas semanas”. Na rede privada, o laboratório Hermes Pardini oferece o teste para o vírus zika a R$ 500. O Fleury deve começar a oferecer o exame em até dez dias.

Por enquanto, o diagnóstico é feito pelos sintomas (clínico). O método, no entanto, é impreciso visto que dengue, zika e chikungunya têm sintomas muito parecidos. Alguns testes foram feitos também para identificar o material genético do vírus no sangue dos pacientes. Contudo, esse exame é caro, demorado e restrito, pois só é capaz de detectar o vírus até o 5° dia de sintomas.

Saiba mais sobre zika e microcefalia

Fonte: Uol

09 dez 2015

Zika vírus e a Síndrome Paralisante de Guillain Barré

O Zika vírus é o responsável pelo recente aumento do número de casos de microcefalia em nossos bebês. Isso, por si só, já é uma tragédia extremamente preocupante e exige um esforço do poder público e de todos nós para tentar conter a proliferação do Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor deste vírus.

Mas não é só isso. Estamos observando também, paralelamente, um aumento do número de casos de uma síndrome neurológica que paralisa os membros inferiores, podendo atingir segmentos superiores do corpo, levando, inclusive, a situações de gravidade como a paralisia da respiração. É conhecida como Síndrome de Guillain Barré.

Esta síndrome não é nova. Mas sua associação com o Zika vírus, sim. Vamos entender o que significa.

Já há algum tempo sabe-se que agentes infecciosos como vírus ou bactérias exigem um trabalho extra de nossas células de defesa. Quando somos infectados por um agente agressor, nosso “exército” imediatamente se mobiliza para nos defender. Em algumas pessoas, porém, pode-se desencadear uma reação paralela, onde a produção de anticorpos deflagra um mecanismo que nos faz produzir anticorpos contra nós mesmos. Exatamente assim. Isso é o que chamamos de reação “autoimune”. Na situação específica da Síndrome de Guillain Barré, os anticorpos produzidos causam a paralisia dos movimentos dos músculos da perna, impedindo as pessoas de andar. Se o quadro piorar, a paralisia pode atingir o sistema respiratório, fazendo com que a pessoa acometida necessite de respiração por meio de aparelhos, em uma UTI. Importante saber que esta síndrome paralisante é reversível na maioria dos casos. Pode acometer quaisquer pessoas, de quaisquer idades.

O número de casos da Síndrome de Guillain Barré aumentou significativamente em 2015, especialmente nos estados mais acometidos pelo Zika vírus e já se estabeleceu uma relação entre os mesmos.

Fato é que que vivemos, como apontam especialistas, uma tríplice epidemia no Brasil: dengue, Zika e Chikungunya. Todas transmitidas pelo mesmo vetor: o Aedes aegypti, um pernilongo que se prolifera em nossas casas, aproveitando-se do NOSSO descuido, do nosso lixo jogado e deixado indiscriminadamente à espera de uma água de chuva para servir de criadouro para milhares de pernilongos.

Trancamos nossas portas e janelas. Evitamos ruas desertas e caminhos inseguros em determinadas horas. Nossos prédios têm “gaiolas” para maior segurança. No entanto, devemos também nos lembrar que os “inimigos” podem chegar voando pelo nosso descuido irresponsável.

Fonte: G1

08 maio 2015

Só vacina poderá controlar a dengue, diz secretário de Saúde de SP

Em meio a uma das maiores epidemias de dengue já registradas em São Paulo, o secretário de Estado da Saúde, o infectologista David Uip, nega falhas na prevenção e diz que o controle da doença só ocorrerá quando o país tiver uma vacina.

Segundo Uip, após um período de pico, o Estado vive a primeira redução no número de casos. Dados que serão divulgados nesta sexta (8) apontam 31.053 confirmações da doença em abril, uma queda de 74% em relação a março, quando houve 119.052.

Do início do ano até agora, são 261.453 confirmações da doença, de acordo com a pasta -já o Ministério da Saúde aponta, até o dia 18 de abril, 402 mil notificações (quando os casos, embora sem exames, são classificados por critérios clínico-epidemiológicos) e 169 mortes. Leia trechos da entrevista.

Folha – O que pode explicar essa primeira queda nos casos?

David Uip – O clima, que realmente mudou, e ações mais fortes dos municípios. Também começamos a ter um esgotamento da epidemia nas cidades pequenas, porque a população acaba ficando imune, um raciocínio que não serve para cidades médias e grandes.

Existe o risco de nova alta?

Vemos que os casos vêm caindo onde a epidemia foi mais prevalente, como Catanduva e Sorocaba. E onde ainda temos problemas é em São Paulo, na Baixada, que ainda deve atingir o pico, e Vale do Paraíba e da Ribeira. São pontos mais críticos.

Por que as cidades paulistas foram tão atingidas neste ano?

A pandemia dos últimos anos poupou São Paulo. O mosquito entrou para valer no Estado de cinco anos para cá. O vírus que mais está circulando é o tipo 1, ao qual boa parte da população nunca havia sido exposta. Para controlar uma epidemia, dois fatores são fundamentais: vacina e tratamento do agente causador. No caso da dengue, não se tem vacina nem remédio para tratar o vírus, que fica no sangue por mais tempo. Com isso, o mosquito tem mais chance de ser contaminado, para depois infectar o ser humano. Dependemos de política pública e envolvimento da população.

Podemos dizer que dengue é uma doença negligenciada, já que não tem medicamentos?

O país tem muitas doenças negligenciadas. E talvez nós tenhamos perdido a oportunidade de erradicar a dengue. Faltaram recursos, isso eu ouvi do Adib Jatene [ex-ministro da Saúde que morreu em 2014] muitos anos atrás. Hoje, para erradicar, é muito difícil, atinge 70 países.

Caso a Anvisa acelere a pesquisa da vacina em testes do Butantan, isso pode ter resultados já neste ano no Estado?

Agora, não. Na melhor das hipóteses, em 2016.

Houve falha na prevenção?

Os municípios trabalharam muito. Mas às vezes você faz tudo que pode e não é suficiente. Tivemos uma reunião sobre isso. Temos que avaliar o que está acontecendo e ter propostas para melhorar. Não dá para ficar satisfeito quando se tem epidemia e mortes. Muitas vezes não é questão de deixar de fazer, é não conseguir. Uma coisa é informar, outra é mudar hábitos.

Em novembro, o senhor disse que era preciso menos preocupação com ebola e mais com dengue. O Estado já sabia do risco de epidemia?

Naquela época, chamei todos os prefeitos e secretários de Saúde para alertar sobre essa possibilidade.

É possível controlar a dengue?

Não. O controle da dengue só virá com vacina.

Fonte: Folha de São Paulo

08 maio 2015

Secretaria municipal afirma que São Paulo vive epidemia de dengue

Taxa de incidência chegou a 340,1 casos por 100 mil habitantes.
‘Na média, município está numa situação epidêmica’, diz secretário.

A Prefeitura de São Paulo diz ter registrado 38.927 casos confirmados de dengue nas 16 primeiras semanas do ano. O número é 2,7 vezes maior que o mesmo período de 2014, quando a cidade computou 14.219 casos. Até agora, a Secretaria Municipal da Saúde confirmou oito mortes decorrentes da doença. Outros 25 óbitos são investigados.

Com os 38.927 casos registrados, a taxa de incidência chegou a 340,1 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado epidêmico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerada epidemia quando os casos passam de 300 por 100 mil.

“Na média, o município está em uma situação epidêmica”, afirmou o secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini.

Ele, porém, ressaltou que não há motivo para pânico. “A média é uma medida burra quando eu tenho distribuições irregulares, diferenças muito grandes no município”, afirmou. Para o secretário, bairros com altíssimas taxas de incidência, como Pari (1.482,5 casos por 100 mil habitantes) e Brasilândia (1.879,9) puxaram a média para cima.

Dos 96 distritos da cidade, 31 enfrentam epidemia da doença, sendo a maioria na Zona Norte (38,7%).

O bairro com mais casos é Brasilândia, que registrou 5.076. Também estão em situação de epidemia Pari, Raposo Tavares, Pirituba, Freguesia do Ó, Jaraguá, Cidade Ademar, Cachoeirinha, Rio Pequeno, Perus, Limão, Parque do Carmo, Casa Verde, Pedreira, Vila Maria, Itaquera, Jardim Ângela, São Miguel, Ermelino Matarazzo, Mooca, Penha, Aricanduva, Jabaquara, Vila Medeiros, Vila Prudente, Jaçanã, Capão Redondo, Cangaíba, Bom Retiro, Vila Formosa e Lapa.

Segundo o secretário-adjunto, apesar do elevado número de casos, a tendência é de estabilização. Ele apontou a constante queda nos registros entre a 12ª semana do ano (quando foram notificados 5.953) e a 14ª (4.277). “Estabilizamos os o processo de crescimento da dengue.”

Mortes
Até agora a capital registrou oito mortes causadas pela doença neste ano. A primeira ocorreu em 26 de janeiro: uma mulher de 84 anos que morava em Brasilândia. Ela era hipertensa.

O segundo óbito ocorreu em 9 de março, no Jardim Ângela. A vítima foi um menino de 11 anos que sofria de aplasia medular e anemia. Em 10 de março morreu um homem de 52 anos, morador da Vila Medeiros, que era hipertenso e fumante. A quarta morte ocorreu em 18 de março, no bairro Lajeado: uma jovem de 27 anos  que não tinha nenhuma doença preexistente.

A quinta vítima foi uma idosa de 92 anos que vivia no Jaraguá. Sua morte ocorreu em 24 de março. No dia 31 de março, uma mulher de 41 anos, que morava no Grajaú, foi vítima da dengue. Ela não tinha outras doenças.

Em 7 de abril, uma jovem moradora de Cidade Líder de 25 anos, também fora do grupo de risco, morreu. Segundo o secretário-adjunto, a vítima demorou para procurar ajuda. “Os dez primeiros dias da dengue são os mais críticos”, afirmou. A última vítima foi uma mulher de 64 anos, moradora de Cangaíba, que havia sofrido um derrame cerebral e que tinha crises convulsivas.

Exército
Um grupo de 50 homens do Exército passou a integrar equipes de combate à dengue em São Paulo no fim de abril. Os soldados iniciaram os trabalhos no bairro do Limão, na Zona Norte.

Eles fazem duplas com agentes de saúde de manhã e à tarde para facilitar a entrada das equipes em imóveis que podem ter focos do mosquito transmissor da doença.

A Prefeitura pediu apoio do Exército porque uma das dificuldades que os agentes de saúde encontram nas ruas é a resistência dos moradores. Na capital, de cada dez casas visitadas, em duas os agentes não recebem autorização para entrar.

Por enquanto, todos os homens do Exército vão trabalhar na Zona Norte que é a região em situação mais crítica.

Fonte: G1

20 mar 2015

Motivos da epidemia de dengue ainda não estão claros, afirma especialista

Um dos principais estudiosos sobre dengue do país, o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, avalia que não há ainda nenhum dado ou pesquisa que mostre relação entre a crise hídrica e o avanço da doença.

Pós-doutor em entomologia (estudo de insetos) pelo Institut Pasteur, de Paris, Lourenço é otimista em relação ao surgimento de uma vacina para a dengue até o ano que vem, mas diz que as ações contra o mosquito precisam continuar com a população combatendo possíveis criadouros dentro de casa.

Folha – Por que o recrudescimento da dengue neste ano?

Ricardo Lourenço – Os motivos ainda não estão claros e desconheço alguma pesquisa comparando dados de longo prazo, nas mesmas áreas, que mostre as razões. Dengue envolve três fatores: o comportamento do mosquito, o ambiente e a população.

Quando há alterações em um desses pontos, em quantidade ou qualidade, como o tipo de vírus em atuação e o total de pessoas em uma área que nunca enfrentou dengue, por exemplo, gera-se uma epidemia. Por isso, controlar o mosquito e reduzir sua ocorrência é tão importante porque desfavorece os elementos que potencializam a doença.

Há mais ocorrências de algum tipo específico do vírus?

A circulação do tipo 1 no Brasil acontece desde a década de 1980. Então, houve um percentual grande de pessoas imunizadas em algumas áreas para esse tipo.

Mas acontece que existe, ao longo dos anos, mudanças de população nas cidades. Ela cresce, desloca-se, recebe imigrantes. Isso gera uma quantidade maior de pessoas sem imunidade e aumenta-se a chance de circulação do vírus novamente. Desde 2008, constata-se a reentrada do tipo 1 em vários locais onde ele já havia feito estragos no passado. O tipo 4, entrou no Brasil, em uma epidemia isolada ocorrida em Roraima e, depois, sumiu. Reapareceu, em 2011. De lá para cá, ele tem varrido o país, que é praticamente todo suscetível a ele.

Existe relação entre a crise da água que vive São Paulo e a proliferação de casos?

Não há nada que comprove isso. O Brasil tem muitas áreas que não têm fornecimento regular de água e que as pessoas fazem armazenamento em casa. Nem por isso, elas tiveram epidemias.

Água não significa aumento de foco. É necessário uma análise mais profunda. É possível que haja 300 casas com recipientes com água e nenhuma larva e uma casa com piscina descuidada onde se encontram vários focos. A mensagem que é preciso frisar é: cuide da sua casa, evite os focos. Não há problema nem é crime guardar água, mas evitando que o mosquito tenha contato com ela.

O comportamento do clima tem peso na proliferação?

Ao longo dos anos, tivemos alterações de períodos mais secos, mais quentes e chuvosos como está sendo este ano, mas dizer que, agora, isso está causando algo inédito é difícil. O que se sabe é que, quando a temperatura média semanal é elevada, ultrapassando os 22°C, aumenta-se o risco de transmissão de dengue, em qualquer época do ano, porque a multiplicação do mosquito fica mais rápida e ele consegue passar o vírus em menos tempo.

A vacina chega em 2016?

A expectativa é muito boa. Há várias sendo testadas e com respostas ótimas, mas o desafio é enorme porque ela terá de ser eficiente contra os quatro sorotipos. Existem dificuldades para o tipo 2, mas estamos bem. Porém, não dá para apostar numa só forma de profilaxia e controle. É bom esperar a vacina, mas é necessário nunca deixar de cuidar da proliferação do mosquito, que pode transmitir a febre amarela e chikungunya.

O mosquito está mais resistente que no passado?

Só em epidemias muito importantes hoje recomenda-se o uso de aspersão de inseticida, porque o Aedes aegypti está mais forte aos nossos arsenais em alguns locais do país. O que se deve fazer com intensidade é o trabalho de base, que é debelar os focos em casa, ajudar a combater o mosquito na vizinhança e cobrar que o poder público faça seu papel na limpeza urbana.

Fonte: Folha