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18 mar 2016

Gravidez, vírus zika e microcefalia: tire suas dúvidas

Grávidas e tentantes talvez sejam o grupo mais alarmado pelo aumento de infectados pelo vírus zika. O Minstério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmaram que a infecção causada por este microorganismo está mesmo relacionada aos casos de microcefalia e e também a outras síndromes neurológicas como a de Guillain-Barrém. O problema é que ainda se sabe muito pouco sobre como combater essa epidemia. É a primeira vez que o zika e a microcefalia aparecem interrelacionados, portanto não existem referências na literatura – nem para o diagnóstico, nem para o tratamento. “É uma epidemia com consequências gravíssimas. A última vez que o Brasil declarou estado de emergência nacional, como agora, foi em 1917, por causa da gripe espanhola”, declarou o Ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Além do combate ao mosquito, que por enquanto é a principal medida no combate à epidemia, o Minsitério da Saúde anunciou que os laboratórios do exército passarão a fabricar repelentes para gestantes, que serão distribuídos por todo o país. Mas ainda não há um prazo para isso aconteça.

Para ajudar você, conversamos com especialistas para elaborar um tira-dúvidas sobre o assunto. Confira:

O que é microcefalia e como é feito o dignóstico?
Por definição, o que se chama de microcefalia é quando a cabeça tem um tamanho menor do que o esperado para a idade do bebê. Além dessa redução, a microcefalia pode também estar associada a outras características, como uma fronte mais achatada e excesso de pele na nuca.

Quando é detectado, por meio do ultrassom, que a medida da cabeça do bebê não corresponde à idade gestacional, tem início toda uma investigação complementar para identificar a causa, com exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, por meio dos quais é possível ver se há alterações inflamatórias, nos tecidos cerebrais ou hemorragias.

E o que pode causar a microcefalia?
A diminuição do tamanho da cabeça está diretamente relacionada a uma redução do tamanho do cérebro. Isso pode acontecer tanto por causa de uma má-formação proveniente de uma alteração genética ou por interferências no desenvolvimento cerebral, seja de substância tóxicas, seja de infecções. Vírus, como o da toxoplasmose, da herpes e também o  citomegalovírus, podem levar a esses ruídos do desenvolvimento cerebral, tendo a microcefalia como consequência. Talvez, o zika também possa.

Quais são as consequências da microcefalia? Depois do diagnóstico, alguma coisa pode ser feita?
Essa diminuição do cérebro pode ter como resultado uma série de deficiências neurológicas, tanto cognitivas, como motoras. Cerca de 90% dos casos estão associados com retardo mental. A má notícia é que não é possível reverter a microcefalia. “Como ela é consequência de uma alteração no desenvolvimento cerebral, quando você identifica a microcefalia é porque o dano já aconteceu”, explica a obstetra Ana Elisa Baiõa, gerente da  Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), do Rio de Janeiro (RJ).

Por que o vírus zika teria relação com a microcefalia e o desenvolvimento do cérebro?
Lembra que algumas coisas podem interferir no desenvolvimento cerebral, entre elas as infecções? Pois é aí que o vírus da zika entra. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e a microcefalia depois de receber o resultado de análises feitas pelo Instituto Evandro Chagas, de Bélem (PA). A presença do zika foi detectada em tecidos do corpo de um bebê que nasceu com microcefalia e outras malformações congênitas e faleceu em Fortaleza, no Ceará.

Quais são os sintomas da zika?
Eles são parecidos com os da dengue, mas geralmente se apresentam de forma mais branda. A pessoa afetada pode apresentar ou não: febre baixa, dores nas articulações, manchas vermelhas pelo corpo, olhos vermelhos e principalmente, muita coceira, o único sinal que destoa da dengue. Esses sintomas podem desaparecer em um prazo de 3 a 7 dias. Vale lembrar que a doença se manifesta da mesma forma tanto para mulheres grávidas quanto para não grávidas. Outro ponto importante é que é possível contrair o vírus e não apresentar nenhum sintoma.

Em exames realizados com grávidas cujos bebês foram diagnosticados com microcefalia, o vírus não estava presente no sangue: ele foi encontrado apenas nolíquido amniótico. Isso pode sinalizar duas coisas: a primeira é que, assim como acontece com outros vírus, o zika pode ser destruído pelo organismo. A segunda sugere que o vírus pode, sim, afetar diretamente o bebê ainda dentro do útero. “Ao contrário do que acontece com o vírus da dengue, o zika consegue passar pela barreira placentária, que é formada por vasos da mãe e do bebê”, explica o infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas (SP). Ou seja, apesar de os sintomas da zika serem mais brandos que os da dengue, ele pode afetar mais diretamente o bebê. “Na mulher grávida, a dengue provoca alterações na mãe, mas não atua diretamente no filho – tanto é que mães com dengue podem continuar amamentando”, completa o infectologista. Como há indícios de que o zika também pode estar presente no leite materno, caso a mãe que estiver amamentando apresente algum sintoma, é recomendado interromper a amamentação e procurar um médico.

Os casos de dengue aumentaram 234,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Foto: Thinkstock)

Como acontece essa transmissão?
A transmissão do zika se dá através da picada do mosquito Aedes aegypti, da mesma forma que acontece com a dengue. O problema é que o vírus da zika nunca se propagou em um país tão populoso como o Brasil. Os casos endêmicos estavam concentrados em lugares mais isolados na África e no sudeste da Ásia, e os especialistas acreditam que o vírus pode ter chegado por aqui durante a Copa do Mundo.

Se uma pessoa infectada com zika for picada pelo mosquito, este passará a transmitir a doença para as próximas pessoas que picar. É por isso que existe chance de a doença se espalhar por outras regiões do Brasil.

Além disso, há indícios de que fluidos corporais, como o sêmen, o sangue e o próprio leite materno também possam propagar o vírus. “Em 2008 foi detectado no Senegal partículas virais do zika em uma mostra de sêmen”, conta Gorinchteyn. Sendo assim, o zika poderia ser transmitido também por via sexual. “Outra preocupação seria o período de perpretação do vírus. Sabemos que, no caso do ebola, o micro-organismo pode ser transmitido pelo sêmen durante 9 meses”, completa.

Como as grávidas podem se proteger?
Ainda não há vacina contra o zica. Mulheres grávidas e não grávidas podem se proteger do mosquito da mesma forma: utilizando roupas para proteger a pele, evitando a picada e aplicando repelente nas áreas que ficam expostas. Roupas claras ofuscam a presença do mosquito, por brilharem muito, e favorecem a visualização do inseto. Ao que tudo indica, a melhor saída até agora é combater os focos do mosquito.Por precaução, se seu parceiro apresentar algum sintomas, não dispense o uso de preservativos nas relações sexuais.

Que tipos de repelentes as grávidas podem usar?
Repelentes que contêm DEET (dietiltoluamida), com concentração entre 10% e 50%, podem ser utilizados por grávidas. Já as crianças de 6 meses a 12 anos não devem usar repelentes com concentração de DEET superior a 10%. Os que contêm ircaridina também estão liberados para gestantes e para bebês acima de 2 anos. Também há opções de repelentes naturais, como a citronela e a andiroba, que não têm contraindicações, mas não possuem eficácia comprovada.

E as mulheres que estão tentando engravidar… é melhor desistir dos planos por enquanto?
“As mulheres que vivem em áreas endêmicas devem hesitar em engravidar nesse momento até que as medidas sejam tomadas no sentido de reduzir o número de mosquitos. Já as mulheres grávidas nessas áreas devem tomar as providências para se protegerem ao máximo da picada do mosquito”, recomenda Gorinchteyn. Por cautela, pelo menos por enquanto, também é melhor que as grávidas que estejam com passagens marcadas para áreas endêmicas desmarquem a viagem.

Fonte: Revista Crescer

20 fev 2016

Você pode ter zika sem saber: só 1 em cada 5 pessoas manifesta sintomas

A confirmação de que o vírus zika está relacionado com a microcefalia (má-formação do cérebro) em bebês e pode aumentar as chances de doenças neurológicas em adultos vem causando preocupação na população. O UOL consultou os infectologistas Ana Freitas Ribeiro, do Hospital Emílio Ribas, Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Artur Timerman, e a Fiocruz para responder as principais dúvidas sobre o assunto.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya, e tem também sintomas parecidos com o da dengue, mas intensidades diferentes. No entanto, apenas 20% dos infectados apresentam os sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já confirmou ao menos 404 casos de microcefalia em 9 Estados este ano, além de investigar outros 3.670 casos suspeitos.

Não há dados exatos do total de casos de zika no país, já que a doença não apresenta sintomas na maioria dos casos. Mas estima-se que ao menos 500 mil pessoas foram infectadas com o vírus no país em 2015.

“Apesar de ser transmitido pelo Aedes aegypti e ter reações parecidas com o vírus da dengue, o zika vírus é diferente na sua estrutura biológica e por isso é possível que haja comportamento diferente no organismo para que cause a má-formação”, afirma Arruda.

Diagnóstico

Ainda não há kits de diagnóstico para o zika no sistema público. A Anvisa liberou noinício de fevereiro o registro de dois testes de laboratório que possibilitam a detecção dos vírus da dengue, chikungunya e zika com apenas um exame, e um terceiro que pode verificar a presença do vírus em amostras biológicas em estudo.

O governo brasileiro pretende distribuir esses testes para 29 laboratórios credenciados a partir do final de fevereiro, conforme informou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Por enquanto, o diagnóstico é feito normalmente pelos sintomas (clínico). O método, no entanto, é impreciso visto que dengue, zika e chikungunya têm sintomas muito parecidos. Para confirmar, é possível realizar o exame que identifica o material genético do vírus no sangue dos pacientes. Contudo, esse exame é caro, demorado e restrito, pois só é capaz de detectar o vírus até o 5° dia de sintomas.

Saiba mais sobre zika e microcefalia

Fonte: UOL
20 fev 2016

Pernilongo também pode transmitir doenças? Entenda o risco

Talvez você só dê bola para os mosquitos quando eles atrapalham o seu sono. Mas agora que o Aedes aegypt virou o grande vilão da transmissão de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya, fica a dúvida: os pernilongos também são um problema sério?

O mosquito da espécie Culex quinquefasciatus, conhecido como pernilongo ou muriçoca, é bem mais comum nas cidades brasileiras que o Aedes, embora não seja um vetor de doenças tão poderoso.

O Aedes chama a atenção pela capacidade de adaptar-se e resistir às adversidades, o que o faz viver mais que a média dos mosquitos e carregar os vírus na saliva por mais tempo. Ao contrário do pernilongo, o ‘mosquito da dengue’ tem hábitos de alimentação flexíveis e pode picar de noite ou de dia.

Mas apesar de não carregar tantas doenças, o Culex transmite, por exemplo, febre do Nilo Ocidental, febre de Mayaro e encefalite de Saint Louis.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também investiga se ele é capaz de passar os vírus da zika, da dengue e da chikungunya. “Ninguém nunca testou”, disse a pesquisadora Constância Ayres, que coordena o estudo. Ela lembra que a primeira epidemia da zika aconteceu na Micronésia, que não é habitat do Aedes aegypti, o que sugere que outras espécies atuaram como vetor da doença.

Atualmente, o que se sabe de concreto é que o pernilongo transmite doenças sérias, com potencial de epidemia, mas sem a atual abrangência da dengue ou da zika. Segundo o professor Francisco Chiaravalloti Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), o maior perigo do Culex é a transmissão da febre amarela, mas para esta doença já existe vacina.

As outras dependem da circulação das pessoas contaminadas. “Não é o mosquito que faz o vírus se movimentar, mas o homem – seja pelo trabalho ou pelas rotas de êxodo pelo país”, ressalta Adriano Mondini, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Entenda os riscos e onde os vírus estão

Silva Junior/FSP
Silva Junior/FSP

Febre de Mayaro

É uma doença que causa febre, cefaleia e edema nas articulações –sintomas semelhantes aos da febre chikungunya. O vírus Mayaro, que também pode ser transmitido pelo Aedes, é considerado endêmico (recorrente) no Norte e Centro-Oeste, especialmente na região Amazônica. Há registro recente em Pantanal (MS), Sinop e Cuiabá (MT). Houve surtos em 1955, na área de Belém (PA), e entre 2014 e 2015, em nove Estados, especialmente Goiás, Pará e Tocantins.
AFP
AFP

Febre do Nilo Ocidental

A infecção, que já matou mais de 2.000 pessoas nos EUA nos anos recentes, acomete humanos e animais. Os sintomas vão desde febre e dores nas articulações a quadros graves de encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite (inflamação das membranas do cérebro), mas só se manifestam em 20% das pessoas. Apenas 1% dos casos é grave. No Brasil, só houve um caso: um trabalhador rural no Piauí, em 2014. A doença, porém, existe em todos os continentes. Nos EUA, foram registrados mais de 36 mil casos até 2012, 16 mil deles, graves.
Vincent Robert/IRD/AFP
Vincent Robert/IRD/AFP

Encefalite de Saint Louis

Em 2006, foi registrado um surto da doença em São José do Rio Preto (SP). Também já houve casos na região Amazônica e em São Paulo. Em geral, a encefalite não causa nenhum sintoma, sendo muitas vezes confundida com resfriado ou dengue, o que atrapalha a notificação. No entanto, pode matar ou deixar sequelas como disfunção motora residual e/ou psicológica. Os sintomas também podem evoluir para meningite e complicações no sistema nervoso central.
Divulgação
Divulgação

Elefantíase

A fêmea do Culex é vetor da Wuchereria bancrofti, verme (helminto) causador da elefantíase, doença que já chegou a atingir, de forma endêmica, cidades das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas que atualmente está praticamente erradicada.
Fonte: UOL
28 jan 2016

Descupinização – O que é e quais os cuidados você precisa ter

Os cupins são uma praga que atinge grandes cidades, casas no interior, empresas e tudo o que vê pela frente. É preciso controlar os cupins para que eles não destruam móveis e imóveis e causem danos físicos e financeiros à população. É nesse combate que entra o processo de descupinização.

O que é descupinização?

A descupinização é o controle dos cupins de madeira ou subterrâneos. Esse controle é feito através de produtos químicos, inseticidas e solventes. Porém, esse não é um processo que pode ser realizado por qualquer pessoa.

O serviço de descupinização deve ser feito por uma empresa especializada, que saberá a melhor quantidade de produtos e a melhor maneira de aplicá-los para controlar a infestação de cupins.

Os tipos de descupinização:

  • A descupinização com barreira química é utilizada no controle de cupins subterrâneos. O produto é aplicado no solo, paredes, tetos e caixotes para que os cupins não se espalhem pela casa.
  • A descupinização com tratamento em madeiramento é feita com a aplicação de inseticidas na madeira infestada através de furos estratégicos seguida de uma pulverização para evitar novas infestações.
  • A descupinização com tratamento de conduítes usa produtos químicos para bloquear a passagem de cupins.
  • A descupinização localizada é usada para tratar cupins em locais específicos com a aplicação do produto químico no local afetado pela praga.

Quando fazer descupinização?

Quando pensamos em cupim, pensamos apenas nas madeiras. Porém, essa é apenas uma espécie de cupins. Existem muitos outros que podem estar comprometendo a estrutura da sua casa, neste exato momento, sem você perceber. Por isso, é quase impossível dizer quando a descupinização é necessária. A única pessoa que pode dizer isto é um técnico experiente.

Existem muitos fatores a serem levados em conta sobre a descupinização. O foco é grande? Qual espécie está infestando o local? Existe risco de uma expansão? Eles trazem riscos estruturais ao ambiente?

Por isso, a descupinização não é um processo que deve ser feito apenas quando percebe que sua casa ou empresa está sofrendo com a infestação de cupins. Ela é a manutenção para evitar futuros problemas. Muitos cupins podem estar escondidos na sua casa agora mesmo, mas você só perceberá quando ou móvel ou parede já estiver corrompido.

Isso faz com que seja necessário chamar uma equipe especializada rotineiramente para verificar a existência de cupins e avaliar se a descupinização é necessária.

Para resolver, chame a Dedetizadora Esgotecnica!

27 jan 2016

Infestação de baratas de cemitério assusta comerciantes em Pinheiros

Um casal caminha pela calçada do cemitério, de madrugada. Baratas também andam por ali. Com nojo, a mulher atravessa a rua, o homem vai atrás. Baratas, baratas, baratas que passam embaixo da porta e entram nos móveis dos antiquários. Você abre uma gaveta e ela pode estar ali: uma barata. “Sempre tento evitar que um cliente leve um susto com uma barata”, fala Daisy Magalhães, 47, há 16 anos dona de duas lojas de móveis antigos na rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). A rua anda infestada pelas indesejadas baratas. Em dias e noites de forte calor, a situação piora, contam moradores e os donos dos tradicionais antiquários da descida.

Tem gente que acha que as baratas da Cardeal andam cada vez mais numerosas. “É muita barata. E de vários tamanhos: crianças, adolescentes e adultas”, conta Daisy. Outros comemoram que, antigamente, já foi muito pior. “Hoje está melhor. Eu tinha uma lanchonete. Uma pessoa estava comendo e de repente entrava uma voando, parecia uma andorinha. Era um desfile de baratas”, lembra Lomanto Pereira, 54, hoje dono de dois antiquários. Todos concordam que as baratas da Cardeal são históricas e têm uma origem: saem dos túmulos do cemitério São Paulo, que toma parte da rua. “Moro na Cardeal desde que nasci. Aqui sempre teve muita barata, vem tudo desse cemitério aí. Todo dia tem que jogar veneno. É uma briga”, explica a aposentada Irene Bruno, 80, no portão de sua casa, que fica bem na frente do cemitério.

COMO LIDAR?

A Daisy Decorações também dá de frente para a entrada do cemitério. Por isso, sofre mais. Com o verão, a loja apostou numa nova receita: além das faxinas quase diárias, um pouco de gasolina nos cantos dos móveis e do antiquário. “Baratas não gostam do cheiro”, diz Daisy. Segundo o biólogo Marcelo Freitas, 50, diretor da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas, gasolina até espanta os insetos, mas o combustível não é recomendável. “É inflamável, e o cheiro vai ficar por muito tempo.”

“Cemitério tem tudo o que barata precisa: é um lugar ermo, com frestas, lixo e dejetos humanos. A prefeitura que deveria cuidar disso, não os moradores”, diz o biólogo. A prefeitura diz que está cuidando. “A dedetização de todos os 22 cemitérios da cidade está em dia”, argumenta. Afirma, ainda, que em breve fará uma licitação para escolher “empresas qualificadas no controle de pragas”. Enquanto isso, Eugênia Souza, 37, dona de um antiquário e moradora da rua, leva vários sustos por dia. “Jogo veneno. De manhã aparece um monte morta, outras andam meio bambas.”

OLHA OUTRA AÍ

“Eu não mato, tenho nojo. Ando pulando barata na Cardeal. Mas já teve uma que bateu no meu peito”, conta Leandro Farias, 33, que trabalha em uma corretora perto do cemitério. No portão de casa, a aposentada Irene Bruno lembra de quantas já matou na vida. Baratas, baratas, baratas… “Ai, que nojo. Olha, olha aí, uma passando bem aí no seu pé. Credo. Deixa ir. Vamos mudar de assunto?”

Fonte: Folha de São Paulo

18 jan 2016

Desratização – O que é e como funciona

Os ratos são uma praga que atinge a maior parte das cidades do mundo todo. Eles trazem diversos prejuízos a população local e podem transmitir inúmeras doenças. Entre as patologias transmitidas pelo rato, estão peste bubônica, leptospirose, tifo murino e hantavirose. Por isso, o combate aos ratos torna-se essencial nas casas, condomínios e empresas de São Paulo através da desratização.

O QUE É DESRATIZAÇÃO

Os ratos são uma das maiores pragas urbanas. Eles têm grande impacto em nossas casas, transmitem muitas doenças e ainda trazem riscos à economia local. O serviço de desratização em São Paulo é feito por profissionais especializado para localizar os focos da infestação de ratos e remover essa praga urbana do local com segurança para os homens.

COMO FUNCIONA A DESRATIZAÇÃO

A desratização é feita através da aplicação de produtos químicos posicionados estrategicamente por profissionais para acabar com os ratos das casas e empresas em São Paulo. Esses produtos podem variar de acordo com as necessidades locais e o tipo de roedor.

DESRATIZAÇÃO E MÉTODOS:

O controle de ratos e roedores urbanos (desratização) que prejudicam o seu imóvel é feito através de diferentes métodos! Contamos com os principais para trazer segurança e eficiência para o controle de pragas urbanas ao seu ambiente!

ISCAGEM

A DESRATIZAÇÃO por iscagem é realizada através de posicionamento do veneno em pontos estratégicos. O veneno atrai os ratos e pode infectar também a colônia, dependendo da espécie.

A isca simula o alimento do roedor, atraindo-o até o veneno. Por isso, as iscas devem ser colocadas em pontos bem definidos para garantir a sua eficiência no processo de desratização. Esses locais são próximos de onde os roedores estão buscando alimento, perto das tocas, pelos caminhos onde os indivíduos estão caminhando e outros pontos.

Esses produtos de desratização são feitos com materiais resistentes à umidade, portanto são ideias para diferentes tipos de ambientes.

Esse é um excelente método para lidar com os indivíduos de uma colônia. Outro diferencial da iscagem é que a sua ação anticoagulante evita os odores da decomposição.

Efetiva, prática e segura, a iscagem é um dos métodos de desratização mais populares em todo o mundo, além de ser considerada uma forma não cruel de lidar com os roedores.

POLVILHAMENTO

Feita através do uso de pó seco inodoro, o polvilhamento também é efetivo contra indivíduos e colônias através da sua ação residual e transporte pelos próprios animais.

Diferente das iscas, que atraem os roedores, o polvilhamento precisa entrar em contato direto com o animal para que o método de desratização seja eficiente.

O pó utilizado no polvilhamento é carregado para dentro da colônia, onde tem inicio o seu efeito de desratização. Por isso, ele deve ser colocado por onde os ratos andam, como dutos ou até mesmo diretamente na toca.

Vale lembrar que o polvilhamento pode também ser utilizado como coadjuvante no tratamento com o uso das iscas, dependendo da análise da situação.

O polvilhamento também é um sistema rápido para lidar com os ratos, não causando sofrimento aos animais.

DISPOSITIVOS DE CAPTURA

O polvilhamento é considerada uma forma humana de lidar com os roedores urbanos. Também é indicado para casos de monitoramento ou para onde o uso de produtos químicos é impossibilitado.

Os dispositivos de captura podem ter diferentes formatos, sendo o mais comum os que utilizam adesivos para prender os ratos. Esse procedimento de desratização é indicado para infestações menores ou então para um primeiro momento de análise do tamanho da infecção e nível de proliferação dos roedores.

QUAL O PREÇO DA DESRATIZAÇÃO

O preço da desratização pode variar de acordo com muitas variantes. Como você pôde ver, cada situação exige um serviço diferente para acabar com os ratos. Esse é um dos principais fatores que servirão para calcular o preço da desratização em São Paulo. Porém, além disso, é necessário levar em conta quais os tipos de ratos que estão no ambiente e o tamanho do espaço que deverá passar pelo processo de desratização.

Uma dica que se deve levar em conta é que, nem sempre, o profissional mais barato será a melhor opção para o serviço. Lembre-se sempre que o processo de desratização envolve produtos químicos que podem trazer riscos ao homem. Por isso, é essencial que seja feito por um profissional especializado e com conhecimento da área.

Casa livre de ratos após desratização

Se estiver precisando de um serviço de desratização, chame quem entende do assunto, chame a Esgotecnica Dedetizadora contra ratos em São Paulo.

PORQUE A DESRATIZAÇÃO É IMPORTANTE PARA SAÚDE DA SUA FAMÍLIA?

Os raticidas a serem empregados também dependem do tipo de rato a ser exterminado, mas desde já garantimos que a empresa só usa produtos permitidos pela Secretaria da Saúde para aplicação de desratização.

Leptospirose: A leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose (doença de animais) que ocorre no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna.

Transmissão leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.

O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e da proximidade com seres humanos. A L. interrogans multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal.

O homem é infectado casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável.

A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino. A L. interrogans penetra através da pele e de mucosas olhos, nariz, boca ou através da ingestão de água e alimentos contaminados.

A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada.

Riscos no Brasil, como em outros países em desenvolvimento, a maioria das infecções ocorre através do contato com águas de enchentes contaminadas por urina de ratos. Nesses países, a ineficácia ou inexistência de rede de esgoto e drenagem de águas pluviais, a coleta de lixo inadequada e as consequentes inundações são condições favoráveis à alta endemicidade e às epidemias.

Atinge, portanto, principalmente a população de baixo nível sócio econômico da periferia das grandes cidades, que é obrigada a viver em condições que tornam inevitável o contato com roedores e águas contaminadas.

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29 dez 2015

Vacina contra dengue é aprovada pela Anvisa e deve ser vendida em 3 meses

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira vacina contra a dengue no país. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28), é o passo inicial para a comercialização do produto no Brasil.

A vacina da multinacional francesa Sanofi Pasteur já recebeu o aval de agências reguladoras no México e nas Filipinas. Aqui, a expectativa é que ela esteja disponível para o mercado privado no prazo de três meses. Com três doses, a vacina é destinada ao público entre 9 e 45 anos de idade e tem taxa de proteção de 66% para pessoas dessa faixa etária.

A eficácia foi considerada baixa pelo presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa especialistas ainda têm ressalvas quanto ao prazo das doses, aplicadas a cada seis meses. A vacina contra a febre amarela, por exemplo, tem eficácia de mais de 90%. A vacina contra o vírus HPV, por sua vez, tem eficácia estimada em 98,8% contra o câncer do colo de útero. Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur, destaca que a vacina contra dengue tem eficácia de 93% em casos graves e diminui em até 80% os casos de internação.

Mais informações: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1723589-vacina-contra-dengue-e-aprovada-pela-anvisa.shtml

15 dez 2015

Formigas por toda a parte? Veja como acabar com elas

No chão da sala, no açucareiro, dentro dos potes de comida e até mesmo nos pratos recém servidos. As formigas invadem nossas casas e tomam conta de tudo que pode lhes servir de alimento. Elas caminham livremente pelos menores espaços carregando seus pequenos pedaços de comida e, junto com eles, centenas de bactérias e doenças.

Apesar de parecerem inofensivas, as formigas trazem grandes riscos à saúde humana. Elas passam por lugares desconhecidos, inclusive pelo lixo, e trazem muitas bactérias para dentro de casa e para os nossos pratos de comida. Controlar essa invasão é uma questão de saúde.

Existem muitas maneiras caseiras de evitar as formigas e acabar com a sua proliferação. Nós selecionamos as melhores que você pode aplicar na sua casa e se livrar desses seres indesejados.

Como acabar com formigas:

    • O cheiro de cravo e canela espantam as formigas. Misture um pouco dos dois e coloque em um pote num canto do cômodo. Isso afastará elas. A troca do cravo e da canela deve ser feita a cada duas semanas.
    • Se as formigas estão invadindo seus potes de açúcar, um cravo da índia dentro do açucareiro pode ajudar a espantá-las.
    • Caso você não queira usar cravo dentro do açúcar, ele pode ser substituído por casca de limão ou laranja.
    • Os detergentes funcionam como isolantes das formigas. Misture água e detergentes em proporção igual e borrife nos cantos da casa.
    • A higiene correta da casa é uma das melhores formas de acabar com a formiga e o vinagre branco é um excelente agente de limpeza. Você pode esfregar um pouco de vinagre no chão da cozinha após acabar a faxina.
    • O cítrico não é um aroma agradável às formigas. Esprema limão nas portas e janelas para que elas não entrem em casa.

As borras de café também são ótimos isolantes pra as formigas. Você pode preencher os buracos e rachaduras com ela para evitar que elas entrem por esses espaços.

  • O sal também pode te ajudar. Espalhe nas superfícies planas, como balcão, janelas, entrada da casa etc.

Prevenir formigas:
A melhor prevenção contra formigas é manter a casa limpa. Evitar deixar restos de comida, farelos que caem pelo chão e qualquer outra coisa que possa servir de alimentos. As formigas, normalmente, invadem os ambientes que são propícios para viver.

Se você evitar este ambiente através da limpeza rotineira da sua casa, dificilmente sofrerá com a invasão de formigas. Porém, em alguns casos, mesmo com todas as dicas que já passamos neste texto é difícil controlar a invasão. Nessas situações, a melhor escolha é chamar uma empresa ou profissional treinado para solucionar seu problema.

10 dez 2015

Zika é transmitido pelo leite? Há vacina contra o vírus?

A confirmação de que o vírus zika pode causar microcefalia (má-formação do cérebro) em bebês e a possível relação com doenças neurológicas em adultos vem causando preocupação na população. O UOL consultou os infectologistas Ana Freitas Ribeiro, do Hospital Emílio Ribas, e Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, que responderam as principais dúvidas sobre o assunto.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya, e tem também sintomas parecidos com o da dengue, mas intensidades diferentes. Porém, depois de comprovada a ligação do zika com a microcefalia, concluiu-se a necessidade de se estudar mais o vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou ao menos 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 13 Estados e no Distrito Federal este ano, número dez vezes maior do que a média de notificações anuais no Brasil.

Não há dados exatos do total de casos de zika no país, já que a doença não apresenta sintomas na maioria dos casos. Mas estima-se que ao menos 500 mil pessoas foram infectadas com o vírus no país somente em 2015.

“Apesar de ser transmitido pelo Aedes aegypti e ter reações parecidas com o vírus da dengue, o zika vírus é diferente na sua estrutura biológica e por isso é possível que haja comportamento diferente no organismo para que cause a má-formação”, afirma Arruda.

Diagnóstico

Ainda não há kits de diagnóstico para o zika no sistema público. O Instituto Adolfo Lutz está desenvolvendo o teste que, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, estará pronto nas “próximas semanas”. Na rede privada, o laboratório Hermes Pardini oferece o teste para o vírus zika a R$ 500. O Fleury deve começar a oferecer o exame em até dez dias.

Por enquanto, o diagnóstico é feito pelos sintomas (clínico). O método, no entanto, é impreciso visto que dengue, zika e chikungunya têm sintomas muito parecidos. Alguns testes foram feitos também para identificar o material genético do vírus no sangue dos pacientes. Contudo, esse exame é caro, demorado e restrito, pois só é capaz de detectar o vírus até o 5° dia de sintomas.

Saiba mais sobre zika e microcefalia

Fonte da dedetizadora 24 horas: Uol

09 dez 2015

Zika vírus e a Síndrome Paralisante de Guillain Barré

O Zika vírus é o responsável pelo recente aumento do número de casos de microcefalia em nossos bebês. Isso, por si só, já é uma tragédia extremamente preocupante e exige um esforço do poder público e de todos nós para tentar conter a proliferação do Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor deste vírus.

Mas não é só isso. Estamos observando também, paralelamente, um aumento do número de casos de uma síndrome neurológica que paralisa os membros inferiores, podendo atingir segmentos superiores do corpo, levando, inclusive, a situações de gravidade como a paralisia da respiração. É conhecida como Síndrome de Guillain Barré.

Esta síndrome não é nova. Mas sua associação com o Zika vírus, sim. Vamos entender o que significa.

Já há algum tempo sabe-se que agentes infecciosos como vírus ou bactérias exigem um trabalho extra de nossas células de defesa. Quando somos infectados por um agente agressor, nosso “exército” imediatamente se mobiliza para nos defender. Em algumas pessoas, porém, pode-se desencadear uma reação paralela, onde a produção de anticorpos deflagra um mecanismo que nos faz produzir anticorpos contra nós mesmos. Exatamente assim. Isso é o que chamamos de reação “autoimune”. Na situação específica da Síndrome de Guillain Barré, os anticorpos produzidos causam a paralisia dos movimentos dos músculos da perna, impedindo as pessoas de andar. Se o quadro piorar, a paralisia pode atingir o sistema respiratório, fazendo com que a pessoa acometida necessite de respiração por meio de aparelhos, em uma UTI. Importante saber que esta síndrome paralisante é reversível na maioria dos casos. Pode acometer quaisquer pessoas, de quaisquer idades.

O número de casos da Síndrome de Guillain Barré aumentou significativamente em 2015, especialmente nos estados mais acometidos pelo Zika vírus e já se estabeleceu uma relação entre os mesmos.

Fato é que que vivemos, como apontam especialistas, uma tríplice epidemia no Brasil: dengue, Zika e Chikungunya. Todas transmitidas pelo mesmo vetor: o Aedes aegypti, um pernilongo que se prolifera em nossas casas, aproveitando-se do NOSSO descuido, do nosso lixo jogado e deixado indiscriminadamente à espera de uma água de chuva para servir de criadouro para milhares de pernilongos.

Trancamos nossas portas e janelas. Evitamos ruas desertas e caminhos inseguros em determinadas horas. Nossos prédios têm “gaiolas” para maior segurança. No entanto, devemos também nos lembrar que os “inimigos” podem chegar voando pelo nosso descuido irresponsável.

Fonte da dedetizadora em SP: G1

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